Com vários canteiros de obras em pleno andamento, Rio Claro deverá agregar à área urbana em 2013 o equivalente a uma cidade de pequeno porte. Grandes projetos habitacionais que estão em construção, destinados à parcela da população com renda inferior a três salários mínimos, serão entregues no próximo ano, totalizando 1.745 unidades habitacionais, que abrigarão 7.000 pessoas, aproximadamente, acrescentando-se que 271 dessas moradias já estão habitadas.
Na quinta-feira, 22, o prefeito Du Altimari visitou todos os conjuntos residenciais em construção, acompanhado pela secretária de Habitação Maria José Pimentel Stivalli e do engenheiro civil Luiz Antonio Serafim, também funcionário daquela pasta municipal.
No Residencial Jasmin, na Vila Cristina, 112 apartamentos encontram-se em fase adiantada de obras. Os prédios, com quatro pavimentos, já foram praticamente levantados e entram, agora, na fase de acabamento. No Residencial Boa Vista II são 189 casas em vários estágios de construção. Outros quatro residenciais – Aroeira, Jacarandá, Sibipiruna e Cabreúva – localizados no Jardim Araucária somam 384 unidades habitacionais e têm previsão de entrega para junho de 2013. As obras avançam também no Residencial Sebastião dos Santos Lima, cujas 365 unidades deverão absorver muitas famílias de servidores municipais que se enquadrarem no padrão de renda exigido.
Por fim, a política habitacional adotada pelo município, em parceria com o governo federal por meio dos programas Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e Pró-Moradia, ainda contempla o Residencial Bom Retiro, onde mais 424 unidades estão em construção, 216 com recursos do MCMV e 208 do Pró-Moradia, especificamente.
Registre-se, ainda, que na atual administração municipal já foram entregues 52 unidades referentes ao programa do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), nos bairros Vila da Paz, Inocoop, Terra Nova/Alvorada e Jardim Novo I. Por outro lado, foram entregues também 75 moradias do Programa Associativo (federal) no Terra Nova/Alvorada, e 144 unidades do MCMV no residencial Querino, na estrada do Sobrado.
O processo de construção das casas envolve novas tecnologias, imprimindo agilidade à montagem das unidades. As paredes, já com vãos para a rede elétrica e hidráulica, são montadas no chão, utilizando moldes metálicos. Há várias destas linhas de montagem nos canteiros de obras, que permitem a fabricação de três casas por dia. Além disso, o madeiramento dos telhados foi substituído por estruturas metálicas padronizadas, feitas em ferro galvanizado, com encaixes perfeitos, ajustados com parafusos.
O prefeito Du Altimari quis saber detalhes dos empreendimentos, conversando com os engenheiros responsáveis pelas obras visitadas na última quinta-feira. E elogiou a organização dos canteiros de obras e a agilidade com que as equipes trabalham, cada qual com responsabilidades específicas no processo construtivo. “A tecnologia evoluiu muito, o trabalho rende, a qualidade dos materiais utilizados é excelente e isso repercute na durabilidade das moradias” afirmou.
“O mais importante, contudo, é que dentro de poucos meses essas quase 1.800 casas e apartamentos estarão sendo ocupados por famílias que passaram a vida toda sonhando com um teto e hoje podem realizar esse sonho sem comprometer excessivamente a renda familiar, visto que os programas Minha Casa, Minha Vida e Pró-Moradia são subsidiados pelo governo federal, recebem isenção tributária do município, que também doou os terrenos, reduzindo muito o custo final para o mutuário”, lembrou Altimari. “Agradeço todos os dias por estarmos à frente de um governo que, em parceria com a União, está mudando Rio Claro, garantindo às famílias rio-clarenses de baixa renda o acesso à casa própria, que é seguramente o grande desejo dos brasileiros”, concluiu.
Altimari observou que os benefícios sociais gerados pela política habitacional no município impulsionam, da mesma forma, a economia local e regional. “São centenas de trabalhadores empregados, com carteira assinada, com salários garantidos ao final de cada mês e isso faz toda a diferença na estabilidade da família”, disse. “E essa movimentação financeira que vem dinamizando nossa economia não fica restrita aos empreendimentos que estão sendo edificados para a população de baixa renda, alicerçados na política habitacional do nosso governo, mas se expande também para os investimentos privados, que podem ser observados em todas as regiões da cidade, destinados às faixas de renda superiores a três salários mínimos”, concluiu Altimari.

