A Prefeitura de Rio Claro entrega neste domingo, 21, a partir das 9 horas, no distrito de Ajapi, 23 moradias do programa federal Minha Casa Minha Vida, beneficiando aproximadamente 115 pessoas que nunca antes tiveram acesso à casa própria.
A solenidade de entrega das chaves das 23 unidades terá a presença do prefeito Du Altimari, secretários municipais, vereadores e dos maiores interessados: as famílias selecionadas para morar no empreendimento.
Os registros de vida dessas 115 pessoas, entre bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos em tudo se assemelha aos de outros milhões de brasileiros que, durante longas décadas, foram esquecidos pelas políticas públicas dirigidas à habitação.
Um exemplo do que é a vida para essa população carente é o de Vivian Cristina Gomes Morais, mãe de cinco filhos, a mais velha com 14 e os demais com 10, oito, sete e cinco anos. Ansiosa tanto quanto as crianças com a mudança que ela planeja fazer nos próximos dias, Vivian é arrimo de família, cuida sozinha dos filhos. Registrada há quatro anos como empregada doméstica, ela relata que só agora está se dando conta de que foi contemplada com uma casa. “A ficha não cai fácil, é um desejo de tantos anos, de toda uma vida”, diz. “Demora pra gente cair na realidade”, justifica.
Vivian vai pagar prestações mensais de R$ 37,00 pela casa. “Menor do que uma conta de luz”, compara. ´”E um presente especial”, define. Há um ano e meio ela vive no Lar Esperidião Prado, que lhe tem dado grande suporte. “Agora, é hora de começar uma vida nova e tenho muita esperança nesse recomeço, inclusive já acertei tudo para que as crianças continuem os estudos em Ajapi”, diz.
Motivação e ansiedade também não faltam ao casal Cecília Scalet Ferrazzoli e Milton Camargo Ferrazzoli, ambos de 65 anos e há 19 residindo em Rio Claro. A tradição da família é rural. Geraram quatro filhos que já lhes deram oito netos. Milton, com problemas cardíacos e outras complicações de saúde, não tem mais condições de trabalhar. Cecília é aposentada, mas admite que os recursos são mirrados.
A perspectiva da casa própria, que passa a ser real, é um sopro de alívio na vida do casal. “Era o nosso sonho”, emociona-se Cecília. “Foi um susto só quando nos informaram que nosso cadastro estava aprovado e que uma das casas vinha pra gente”. Pagando aluguel numa casinha humilde na zona rural, na região da Mata Negra, os dois cônjuges estão em vias de iniciar uma jornada mais tranqüila, menos penosa, mais independente, com mais qualidade de vida e um espaço próprio para receber os filhos e netos.
Inclusos na menor faixa de renda familiar do programa, que vai de zero a R$ 1.600,00, os mutuários beneficiados vão pagar, durante 10 anos, prestações que variam de R$ 25,00 a R$ 160,00. Ou seja, não mais que 10% da renda familiar, como determina o programa habitacional da União.
As casas têm dois quartos, sala e cozinha, banheiro, quintal e já são equipadas com sistema de aquecimento solar, o que contribui para reduzir os gastos com energia elétrica, medida extremamente útil para quem precisa economizar. Com os programas habitacionais que têm apoio ou são desenvolvidos pela prefeitura, são mais de cinco mil residências já entregues ou em construção no município de Rio Claro, desde 2009.
