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06 de agosto de 2013 Agricultura

Produtos de origem animal de Rio Claro podem chegar a todo o Brasil

Rio Claro pleiteou no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), órgão do Ministério da Agricultura, em Brasília, a adesão do Município ao SISBI/POA – Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal.

A reivindicação rio-clarense tem suporte na implantação, em junho de 2012, do Serviço Municipal de Inspeção (SIM), que funciona na Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento e Silvicultura, sob a coordenação do médico veterinário Felipe Habib Tauk. Com o SISBI/POA os produtores locais e da região certificados, hoje com a comercialização de seus produtos limitada ao âmbito do município, poderão potencializar seus negócios comercializando em todo o território nacional, explica o secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Silvicultura, Carlos Alberto Teixeira de Lucca.

O pedido de adesão foi encaminhado à Brasília pelo próprio chefe do sistema, o fiscal federal agropecuário Fernando Fagundes Fernando, durante IV Encontro do SISBI/POA que ocorreu simultaneamente ao VI Congresso Latino Americano e XII Congresso Brasileiro de Higienistas de Alimentos, em Gramado (RS), há algumas semanas. “Fizemos os primeiros contatos neste congresso, esclarecendo dúvidas e solicitando orientações técnicas, para depois formalizarmos o pedido de adesão, o que veio a acontecer posteriormente em um seminário do SISBI/POA realizado dia 31 de julho, em Campinas”, esclarece Tauk.

Para que a adesão de Rio Claro se concretize, o município passará por uma auditoria no SIM local, que também já foi solicitada. “Vencida esta etapa e se estiver tudo de acordo, Rio Claro passará a ser referência, visto que apenas sete estados e oito municípios – um do Paraná, um de Minas Gerais e os demais do Rio Grande do Sul, já fizeram a adesão ao SISBI-POA”, acrescenta Tauk, lembrando que o Estado de São Paulo ainda não está relacionado entre os que já aderiram.

Segundo informações que o médico veterinário Tauk e o secretário De Lucca repassaram ao prefeito Du Altimari, esta semana, quatro produtores do município já têm o certificado do SIM. Há outros pedidos em andamento, mas a caminhada até a certificação é longa, pois o processo é feito com rigor, exige fiscalização e visitas constantes ao produtor, que também dependerá de recursos próprios ou financiamentos para adequar seu negócio, visto que a higiene e a questão da segurança alimentar são extremamente valorizadas pelo consumidor brasileiro e fundamentais também na concepção do governo. “Ocorre que o pequeno produtor, mesmo muito interessado em obter a certificação do SIM, tem dificuldades na obtenção de recursos para atingir seu intento”, reconhece De Lucca.

O prefeito Du Altimari entende que as ações do SIM e a eventual adesão ao SISBI/POA são importantes para quem atua com a comercialização de produtos de origem animal no município. “Fizemos este investimento no SIM e esperamos que o produtor local se esforce para ter seus produtos certificados, o que representa um diferencial importante para quem quer ampliar a produção e conquistar novos mercados”, afirmou.

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