A mudança da escola Bayeux para novas instalações entra em importante etapa. Até a sexta-feira (13), técnicos da Fundação para Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam) fazem levantamento topográfico da área para onde será transferida a escola, dentro da escola Chanceler. O prefeito de Rio Claro, Du Altimari, acompanhou na quarta-feira (11) o início dos trabalhos, que devem ter o resultado final em 30 dias.
A transferência envolve duas entidades estaduais de ensino e o prefeito Altimari vem fazendo gestões no governo do estado para viabilizar a mudança. “O governo estadual partilha de nossa opinião de que um espaço tão importante como aquele não pode permanecer sem uso”, observa Altimari. Nesta semana, em contato com o prefeito, a superintendente do Centro Paula Souza, Laura Laganá, informou a vinda dos técnicos para o início do levantamento topográfico.
“A utilização de parte da área e da estrutura do Chanceler como novo prédio do Bayeux é muito positiva por abrir mais possibilidades ao ensino técnico em Rio Claro”, comenta Altimari, lembrando que existem demandas na indústria do município para cursos como o de química em plástico e borracha.
Após o levantamento topográfico, a Fupam – órgão ligado à USP –, e o Centro Paula Souza, que coordena o ensino técnico estadual, vão elaborar em conjunto o projeto executivo das reformas necessárias no prédio que abrigará o Bayeux. “Um dos cuidados refere-se à acessibilidade, já que antigas instalações em geral não contemplavam esse aspecto”, comenta a arquiteta da Fupam, Camila França, que faz os trabalhos de topografia junto com os engenheiros Thiago Romano e Eduardo Yoshizane.
Além da importância para o Bayeux, que passará a ter instalações mais adequadas para os padrões atuais do colégio técnico, a mudança também vai beneficiar a escola Chanceler, que manterá o atendimento em ensino médio como oferecido atualmente já que se trata de uma estrutura muito grande, que comporta as duas escolas. Com investimentos de aproximadamente R$ 8 milhões, a reforma da parte que hoje não está sendo utilizada vai revitalizar a área, que faz parte da história do município e abrigou antigo colégio vocacional, até a década de 60.
“Em seu auge, este prédio do Chanceler era lindo, e isso não pode acabar”, comenta Clarice Izabel de Carvalho, que começou a trabalhar na escola há 22 anos, como inspetora de alunos. “Naquela época, eram cinco mil alunos e 200 professores, uma verdadeira minicidade”, lembra Clarice.