MENU

accessible_forward Acessibilidade
24 de maio de 2018 Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

Governo estadual discute em Rio Claro criação de geoparque

Desenvolvimento com sustentabilidade, respeitando a identidade histórica e cultural da região. Esse foi o tema central da reunião realizada terça-feira (22) em Rio Claro em que foi apresentada e discutida a criação do GeoPark Corumbataí. Aberto à população, o evento teve apresentações e explicações do projeto. Os geoparques são sítios de patrimônio ecológico com finalidade de proteção, educação e desenvolvimento sustentável, que geram atividades econômicas por meio do turismo.

A iniciativa está sendo desenvolvida pela Unesp de Rio Claro, em parceria com a Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp (FCA), em Limeira, e o Consórcio PCJ (Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí). Além de Rio Claro, participam os municípios de Analândia, Charqueada, Corumbataí, Ipeúna, Itirapina, Piracicaba e Santa Gertrudes.

“É fundamental o envolvimento do Poder Executivo, Legislativo, Universidade e comunidade para o sucesso do geopark”, afirmou José Alexandre Perinotto, diretor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp de Rio Claro.

Nessa quarta reunião sobre o assunto também esteve representada a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano SA (Emplasa), instituição vinculada à Secretaria Estadual da Casa Civil, responsável pelo planejamento regional e metropolitano do Estado de São Paulo. No encontro em Rio Claro, abordou o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDUI) da Aglomeração Urbana de Piracicaba (AUP), composta por 23 municípios que juntos somam 1,45 milhão de habitantes (3,25% da população paulista).

“Há um potencial muito grande no turismo e no ecoturismo da região, e é importante discutir como absorver as características da região para o desenvolvimento econômico no PDUI”, comenta Letícia Trombeta, da Emplasa.

A superintendente do Arquivo Público de Rio Claro, Mônica Ferreira, ressaltou que “Rio Claro está em consonância com a Emplasa e com a Unesco para o desenvolvimento sustentável e com programas para obtenção de renda de forma sustentável, protegendo o patrimônio cultural e natural para preservar a identidade da cidade”.

O professor do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Unesp Rio Claro, José Eduardo Zaine, falou sobre o patrimônio geológico da região da Bacia do Rio Corumbataí, destacando paisagens bastantes visitadas por turistas e cientistas, colocando esta como uma região privilegiada.

A professora de direito da Unicamp, Luciana Cordeiro de Souza Fernandes, fez apresentação exemplificando o desenvolvimento sustentável da pequena cidade de Arouca, em Portugal, com cerca de 20 mil habitantes, onde foi criado um geoparque.

Atualmente, existem 127 geoparques mundiais ligados à Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura) em 35 países. Caso seja implementado, o Geopark Corumbataí será o terceiro na América Latina e o segundo do Brasil, que tem apenas o Geopark Araripe, no Ceará.

“Rio Claro tem se empenhado na questão ambiental e esse projeto vai ao encontro das aspirações do município pela sustentabilidade”, comentou o secretário municipal do Meio Ambiente, Ricardo Gobbi e Silva. Já o secretário de Governo, Desenvolvimento Econômico e Planejamento, Francesco Rotolo, que representou o prefeito Juninho no evento, destacou que se trata de um projeto que inclui aumento das opções de emprego e renda, possibilitando que Rio Claro mude de patamar em termos de economia e trato com o meio ambiente.

Também esteve presente à reunião o vereador Júlio Lopes, que enalteceu a importância do debate e da criação de um geoparque na região, visando o desenvolvimento sustentável.

Pular para o conteúdo