
Sala está instalada no Centro Especializado em Reabilitação, na Vila Cristina.
A prefeitura de Rio Claro inaugurou oficialmente nesta quarta-feira (20) a sala de música do Centro Especializado em Reabilitação “Princesa Victória”. A sala já está em funcionamento e ganhou o nome de “Djalma Aparecido Lino”, homenageado pelo seu trabalho na instituição e também como músico.
“Djalma foi uma pessoa que se dedicou ao trabalho comunitário e à música, um exemplo de amor à cultura brasileira”, destacou o prefeito Gustavo Perissinotto.

Os atendimentos na rede municipal de saúde de Rio Claro com musicoterapia são feitos individualmente e em grupos, atualmente para 30 crianças e adolescentes. “A música tem poder enorme na recuperação das pessoas e o nosso atendimento é referência na região”, destacou a secretária municipal de Saúde, Giulia Puttomatti.
A lei assinada em setembro pelo prefeito Gustavo Perissinotto dando nome à sala de música teve origem em projeto do vereador Julinho Lopes, aprovado na Câmara Municipal, e os recursos para as obras foram conseguidos com o deputado estadual Professor Kenny. O vereador Julinho lembrou que Djalma foi uma pessoa amiga, carismática e que ajudou muita gente.
“Ele foi um funcionário muito especial para nós, trabalhando na adaptação de cadeiras de rodas e artesanato”, destacou Juliene Patrícia Antonio, coordenadora do CER.
Andréia Moura, irmã de Djalma, ressaltou que Djalma gostava muito do que fazia no CER e tinha a música como grande paixão.
Da inauguração também participaram o vereador Vagner Baungartner, a chefe de Atenção Especializada, Nathalia Rodrigues, familiares do homenageado, os secretários municipais Dalberto Christofoletti (da Cultura), Rogério Marcheti (da Administração) e Agnelo Matos (da Habitação) e Paulo Meyer, assessor dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Djalma
Djalma Aparecido Lino nasceu em Rio Claro, em maio de 59. Filho de Moacir Lino e Geralda Felisberto, Djalma passou a infância no centro da cidade. Depois morou na Vila Nova e no bairro Vila Cristina. Foi motoboy, servente de pedreiro e segurança. Mas encontrou na música sua grande vocação. Integrou o grupo de Pagode Sensassamba, que gravou disco e fez sucesso nos anos 80 e 90. Um acidente deixou Djalma em cadeira de rodas. Com fé em Deus e muita determinação, Djalma seguiu em frente com sua alegria e talento. Trabalhou na Apachi (Associação de Pais e Amigos do Centro de Habilitação Infantil Princesa Victoria). Foi vice-presidente da Associação Semeando Esperança e voltou à música com a Banda Arco da Velha.