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11 de novembro de 2021 Cultura

Rio Claro realiza rodas de conversa com alunas da rede estadual de ensino

Escolas podem solicitar as palestras, que são realizadas de forma gratuita.

O Fundo Social de Solidariedade de Rio Claro, em parceria com a Assessoria dos Direitos da Mulher, Assessoria dos Direitos da Juventude e com a enfermeira voluntária Natália Giacometti, está realizando palestras e rodas de conversa com alunas da rede estadual de ensino.

“Nosso objetivo é levantar dados e contribuir para o mapeamento de casos de abuso contra crianças e adolescentes, além de divulgar os serviços de atendimento e acolhimento oferecidos em Rio Claro e ampliar as políticas públicas referentes ao tema”, observa Bruna Perissinotto, presidente do Fundo Social.

O contato das profissionais de saúde com as alunas começou a partir do programa estadual Dignidade Íntima, que distribui absorventes nas escolas. Elas foram até as escolas falar sobre higiene íntima e o uso correto de absorventes.

“Ensinar as meninas a utilizarem os diversos tipos de absorventes, assim como a conhecerem o próprio corpo é essencial. Muitos acreditam que todas têm esse tipo de informação, mas a realidade não é esta”, comenta a enfermeira Natália Giacometti.

Após demanda apresentada pelas próprias alunas e profissionais das escolas, as rodas de conversa se expandiram e passaram a tratar de assuntos sobre prevenção à gravidez, doenças sexualmente transmissíveis, métodos contraceptivos e a importância das consultas ginecológicas.

“Os índices municipais indicam que a vida sexual está se iniciando cada vez mais cedo. Não podemos deixar de enxergar isso. Precisamos orientar”, ressalta Carolina Moreira, assessora dos Direitos da Juventude.

Assuntos como os relacionamentos abusivos, consentimento e violências doméstica, psicológica e sexual também estão sendo trabalhados nas rodas de conversa.

“Precisamos sempre lembrar que a informação é a principal fonte de proteção. Infelizmente, meninas e mulheres são as mais afetadas pelas violências. Crianças e adolescentes bem instruídos conseguem identificar comportamentos inadequados e se sentem mais confiantes para denunciar. Sempre que houver agressões e abusos, precisamos identificá-los e oferecer atendimento adequado as vítimas”, afirma Melissa Camilo, assessora dos Direitos da Mulher.

A próxima atividade será na Escola Estadual Carolina Augusta Seraphim, na Vila Indaiá, dia 23. As escolas interessadas em receber palestras e rodas de conversa devem entrar em contato diretamente com as assessorias municipais pelos telefones 97106-9165 (Melissa) ou 99958-8004 (Carolina).

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