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08 de maio de 2013 Fundação de Saúde

Projeto do Zoonoses é reconhecido pelo Ministério da Saúde

No último dia 24 de abril o Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro esteve presente no II Encontro Nacional de Vigilância das Zoonoses realizado em Gramado, Rio Grande do Sul, para exposição da experiência desenvolvida em Rio Claro sobre o programa de vigilância e controle da Larva Migrans, popularmente conhecida como “bicho geográfico”. O coordenador Josiel Hebling participou a convite do Ministério da Saúde.

As doenças chamadas de Larva Migrans são causadas por parasitas intestinais (helmintos) de cães e gatos.  Acometem mais comumente crianças que tem por hábito brincar na areia e levar as mãos à boca antes de higienizá-las. Os locais mais infectados frequentemente são as mãos, pés e nádegas.

Este trabalho do Centro de Zoonoses teve seu início apósvárias solicitações registradas no sistema 156, de professores e funcionários das escolas municipais, preocupados com a presença de caninos e felinos em escolas e parques.

Através de contatos com a Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação e com o setor de Parques e Jardins da Secretaria Municipal de Agricultura iniciou-se em 2011 a parceria em  escolas e parques municipais visando recolher amostras de areia dos tanques e ou áreas de lazer com a finalidade de análise e orientação sobre a higienização desses locais.

Para a realização do projeto trabalha uma equipe com bióloga, responsável pela análise, agentes de controle de vetores, que auxiliam nas coletas e o departamento de I.E.C. (Informação, Educação e Comunicação), que realiza palestras e elaboração de material informativo.

O projeto chamou a atenção do Ministério da Saúde por ser o único realizado no Estado de São Paulo, mas ainda existem muitos desafios como ampliar as áreas de monitoramento para escolas particulares e clubes; formação de equipe fixa para coletas, realização de coletas semestralmente, conscientização da população para que não alimentem ou permitam presença de animais nas escolas (que auxilia na disseminação da doença) e o hábito da população de soltar seus animais para a “voltinha diária” e o não recolhimento das fezes quando dos passeios realizados nas áreas públicas.

Prevenção

•      Manter os animais vermifugados;

•      Evitar a presença de animais nas áreas de areia;

•      Redução da população animal em logradouros públicos (Projeto de Controle Populacional);

•      Cercar as áreas com alambrado a fim de evitar a entrada de cães e gatos;

•      Retirada imediata das fezes;

•      Revolver a areia das caixas de areia;

•      Cobrir os locais com lona;

•      Conscientização da população dos riscos dessa doença;

•      A caixa de areia deve ter 15 a 20 centímetros de altura com fundo de 3 centímetros de cimento;

•      Desinfecção das áreas de areia;

Para a desinfecção de tanques de areia são necessários:

– 100 ml de água sanitária para cada litro de água limpa.

– Rastelar a areia para remover toda sujeira maior que grãos de areia;

– Rastelar novamente e com mais força para misturar a areia superficial com a mais profunda;

– Com o regador, aplicar a solução desinfetante sobre toda a areia;

– Deixar secar por 1 hora, no mínimo.

Cuidados necessários

– Durante o período de secagem as crianças não devem brincar no local;

– Recomenda-se o uso de E.P.I. (óculos de proteção, luvas e botas de borracha) durante o serviço;

– Embora a água sanitária seja um desinfetante muito popular, seu uso deve ser suspenso se alguém apresentar irritação ao produto;

– Por ser oxidante, a água sanitária não deve ser aplicada em objetos de metal, como os brinquedos do parquinho.

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