Um dos desafios da nova administração municipal de Rio Claro nesses primeiros dias de trabalho é superar os transtornos que surgem no período de fortes chuvas que devem se estender até o final de março. Nesse período o município mantém a Operação Verão, com foco em inundações, relâmpagos, ventos fortes e tudo o que está relacionado ao período de chuvas.
Para realizar os trabalhos, a Defesa Civil local conta com oito funcionários e mantém plantão 24 horas pela linha direta 199. O novo diretor da área, Wagner Martins Araújo, vê como essencial a capacidade de articular setores da sociedade para agir em casos de desastres.
“Temos uma rede de voluntários e contamos com a colaboração de todos os setores da nova administração municipal, além de órgãos estaduais e entidades privadas”, enumera Araújo, que é capitão da reserva da Polícia Militar, com experiência em controle de riscos.
O trabalho preventivo em Rio Claro inclui parceria com o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Unesp Bauru, o que torna possível à Defesa Civil local ter dados sobre o clima atualizados a cada sete minutos. Em caso de emergência, o sistema de alerta é acionado.
Outra parceria, com a Unesp Rio Claro, viabiliza a coleta diária de dados por meio de cinco estações pluviométricas instaladas em locais estratégicos da cidade. Assim é possível fazer análise detalhada do clima e preparar ações específicas.
Paralelamente, a Defesa Civil também monitora em todo o município os principais locais com alagamento e enchentes. “Temos mais de 50 pontos críticos espalhados pela cidade”, explica Araújo, citando como mais graves trechos da Avenida Rio Claro, as imediações do cruzamento da Avenida 16 com a Rua 21 no Jardim São Paulo, áreas próximas à rodoviária, o pontilhão na Avenida 29 e o pontilhão no Jardim Primavera.
Desde o dia primeiro de janeiro o município já registrou chuvas fortes, que tecnicamente são definidas pelo acúmulo de água superior a 40 milímetros por hora. “Estamos atentos e trabalhando diariamente no controle de riscos e no atendimento à comunidade em caso de desastres”, conclui Araújo.