Novo serviço surgiu de termo de cooperação do município com Tribunal de Justiça de São Paulo.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (18), no Fórum Luiz Gonzaga de Arruda Campos, foram divulgados detalhes do funcionamento dos espaços de educação e reabilitação de autores de violência doméstica ou familiar contra a mulher.
O programa “Grupo Reflexivo de Homens” está sendo implantado em Rio Claro a partir de termo de cooperação da prefeitura de Rio Claro e Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com a participação do Centro Universitário da Fundação Hermínio Ometto (FHO) e Udam.
A iniciativa faz parte do Agosto Lilás, campanha nacional voltada à conscientização pelo fim da violência contra a mulher que, em Rio Claro, tem programação organizada pela Secretaria Municipal da Mulher.
“A humanidade tem dívida histórica com as mulheres. É urgente a instituição de políticas públicas e ações para pôr fim à violência contra a mulher”, afirmou o prefeito Gustavo.
A instalação de grupos reflexivos está amparada pela Lei Maria da Penha, que recomenda a criação de espaços de “educação” e “reabilitação” para os autores de violência contra mulher. O professor Laudemir Alves, da FHO, lembrou que a lei Maria da Penha é uma das três melhores do mundo no combate à violência contra a mulher. “No entanto, o Brasil está entre os países que mais matam mulher pelo simples fato de ser mulher”.
O juiz corregedor do Anexo de Violência Doméstica de Rio Claro, Caio César Ginez Almeida Bueno, lembrou que um dos objetivos do novo serviço é fazer com que o agressor entenda seu papel na família e na sociedade. A secretária da Mulher, Tássia Espego, destacou o pioneirismo de Rio Claro na implantação desse programa e a importância da iniciativa para muitas famílias.
As atividades nos grupos, que já foram iniciadas, serão desenvolvidas em 12 oficinas semanais com duração de duas horas cada uma. A quantidade de participantes é de 10 homens. Durante os encontros serão abordados vários temas, dentre eles: papéis na família, papéis de gênero, masculinidade, lei Maria da Penha, racismo, preconceito, responsabilidade afetiva, identidade e outros.
Da coletiva de terça-feira também participaram a vice-prefeita Maria do Carmo Guilherme, a vereadora Néia Garcia, o secretário municipal de Segurança, Thalisson Mendes, Daiane Borges, Flávia Domingos e Larissa Zanardo (da Secretaria do Desenvolvimento Social), Débora Schlittler, do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, e Érica Belomi, da Udam.