A prefeitura de Rio Claro estuda a criação de um curso de língua portuguesa para atender os haitianos que residem na cidade. Rio Claro tem cerca de 400 moradores dessa nacionalidade, segundo levantamento feito pela Associação dos Haitianos de Rio Claro. A formação irá facilitar a inclusão social desses refugiados. A implantação do curso seria viabilizada por meio de parceria com a Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), com apoio da Câmara Municipal. O assunto foi discutido em reunião realizada na quarta-feira (2) no paço municipal.
“Muitos haitianos que residem em Rio Claro têm dificuldade em conseguir emprego porque não dominam o português. Esse curso irá eliminar essa barreira e promover inclusão e cidadania”, explica o prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, que recebeu da Unimep modelo de minuta do convênio para formalizar a parceria. O documento está sendo analisado pela procuradoria jurídica.
“A possibilidade de abertura do curso para os haitianos trará benefícios e facilitará a inserção dos estudantes no mercado de trabalho, já que uma das maiores dificuldades dos haitianos é a língua portuguesa”, comenta o vereador Geraldo Voluntário que também participou da reunião de quarta-feira (2).
O diretor do PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), Laerte Tebaldi Filho, confirma a barreira criada pela falta de domínio da língua portuguesa na hora de conseguir um emprego. “Muitos haitianos são atendidos no PAT e quando atendem o perfil exigido para a vaga, às vezes não são contratados devido ao entrave na comunicação”, afirma ressaltando que o curso irá acabar com esse empecilho.
Da reunião também participaram os secretários Adriano Moreira (Educação), Daniela Ferraz (Cultura) e Rodrigo Ragghiante (Procuradoria Jurídica), além de Arlete Garcia, auxiliar administrativo do PAT, Ione Helena Bernardo, gerente de Proteção Social da Secretaria de Assistência Social e professor Marcelo da Silva Leite, assessor do curso de Relações Internacionais da Unimep.

