A prefeitura de Rio Claro fará a reposição das quatro figueiras mortas, da espécie Ficus microcarpa, que estão sendo retiradas na Via da Saudade, em trecho localizado entre as ruas 13 e 14. O plantio será realizado tão logo seja concluída a retirada das espécies, o que deve acontecer em aproximadamente dez dias. No local, a prefeitura pretende plantar árvores da mesma espécie ou figueiras com a mesma arquitetura de vegetação para manter a homogeneidade da paisagem da avenida, considerada uma das mais bonitas do país e um dos cartões postais da cidade.
“Vamos fazer o plantio e recompor o paisagismo tão logo os trabalhos sejam concluídos. Nosso objetivo é proteger a comunidade sem descaracterizar o visual da Via da Saudade”, informa Emilio Cerri, secretário municipal de Agricultura, Abastecimento, Silvicultura e Manutenção. A remoção das árvores começou na segunda-feira (21) e prosseguirá nos próximos dias por conta de sua complexidade. Após a retirada dos galhos será necessário remover os tocos das árvores com auxílio de retroescavadeira. Esse trabalho deverá causar danos ao asfalto e calçamento e, para minimizar os transtornos à população, está sendo feito um trabalho de logística com a Secretaria de Obras para que os reparos no pavimento e passeio público sejam feitos rapidamente.
“Tudo está sendo feito de maneira a evitar danos aos equipamentos urbanos, inclusive interdições de trânsito se fazem necessárias para que o trabalho seja feito com segurança”, explica ecólogo Tadeu Olivetti, diretor municipal de Manutenção e Conservação.
Olivetti esclarece que a retirada das árvores é uma medida preventiva de segurança. No início deste ano, a prefeitura realizou inspeções técnicas para averiguar as condições das espécies na Via da Saudade. O estudo detectou a morte das figueiras e apontou necessidade de remoção para evitar acidentes, diante do risco de rompimento de galhos e quedas que colocam em perigo quem trafega pelo local. O laudo foi emitido por técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Seria negligência da prefeitura não fazer a remoção”, afirma Olivetti.
O professor Antonio Carlos Sarti, doutor em Geografia e especialista em florestas urbanas, explica que as figueiras que estão sendo removidas são da espécie Ficus microcarpa que, quando atingem entre 80 e 90 anos, começam a apresentar sinais de senilidade. Na natureza, elas poderiam resistir mais, mas em ambientes urbanos, com influência de asfalto e trepidação causada pelo tráfego, a resistência é menor. No caso da Via da Saudade a situação foi agravada por cortes drásticos de galhos realizados no passado que deixaram as figueiras suscetíveis a ação de agentes patogênicos causando sua degradação e morte, sendo necessária a remoção. Sarti lembra que quando as árvores foram plantadas, o tráfego na avenida era de charretes e pedestres e hoje veículos pesados e incompatíveis com o desenho da via transitam por ela, interferindo no ciclo de vida das espécies.