O viveiro de mudas nativas do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae) de Rio Claro cultivou e doou desde o inicio deste ano mais de três mil mudas de árvores nativas da mata ciliar e do cerrado para serem plantadas em áreas de preservação permanente (APPs) da Bacia do Rio Corumbataí.
O gestor ambiental e coordenador do projeto, Willy Werner Grassmann Bóbbo, informou que nos próximos 90 dias mais 5 mil mudas estarão prontas e aptas para serem fornecidas aos proprietários rurais cadastrados no projeto. Entre as espécies mais conhecidas produzidas no viveiro do Daae estão a Aroeira salsa, Aroeira pimenteira, Jequitibá rosa, Pau ferro, Algodoeiro, Ipê branco, Pata de vaca, Dedaleiro e Araticum-cagão
Nesta primeira etapa foram contempladas as prefeituras de Cordeirópolis, Santa Gertrudes, Rio Claro, Ipeúna; outros municípios da região estão aguardando e receberão as mudas em breve.
As mudas produzidas no viveiro do Daae são doadas aos proprietários que queiram reflorestar as áreas de preservação permanente de suas propriedades. Por outro lado, áreas que sofreram qualquer tipo de auto de infração ambiental ou que estão comprometidas com algum Termo de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRA), não poderão receber mudas doadas.
Viveiro de Mudas
O viveiro de mudas foi reestruturado e reativado há cerca de três anos, através de uma parceria entre a Prefeitura de Rio Claro, o Daae e o Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. As mudas nativas são cultivadas em uma área dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA 2), localizada na estrada municipal que liga Rio Claro ao distrito de Ajapi.
Com a reativação do viveiro, o município coloca em prática o projeto para atender os proprietários rurais da bacia do rio Corumbataí, onde estão os municípios de Analândia, Corumbataí, Ipeúna, Charqueada, Itirapina, Rio Claro, Santa Gertrudes e Piracicaba, região onde estão mais de 650 mil habitantes.
“A prioridade será atender proprietários de áreas no entorno de nascentes e cursos d’água localizados à montante, ou seja, áreas acima das captações de água para abastecimento público do município de Rio Claro”, explica Willy.