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14 de setembro de 2010 Desenvolvimento Social

Cursos da Prefeitura resgatam auto-estima e qualidade de vida familiar

    Após dez anos sobrevivendo da colheita de cana-de-açúcar e da Renda Cidadão, família descobre a importância da capacitação para ‘fazer acontecer’

    Rosilene Aparecida Rodrigues, 34, chegou a Rio Claro há 10 anos para trabalhar na colheita de cana-de-açúcar. Proveniente de Rio das Pedras (SP), trouxe na bagagem disposição para vencer e muitos sonhos. Encontrou-se aqui com José Antonio de Lima, 42, que conhecia de Rio das Pedras, e com ele formou uma família, hoje com dois filhos.

    De safra em safra as dificuldades foram crescendo e os sonhos se perdendo pelo caminho. Seu marido adoeceu e Rosilene amargou anos e anos de privações, principalmente nas entressafras, quando não entrava o dinheiro da colheita e não conseguia emprego por falta de capacitação.

    Moradora do Grande Cervezão, Rosilene procurou o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Jardim Independência, onde passou a fazer todos os cursos disponíveis. Participou de oficinas de chocolate, de caixinhas para presente, de artesanato e outros; começou a confeccionar os mais diversos produtos, que eram vendidos nas feiras de artesanato do Paço Municipal, Feira Popular Solidária e na escola dos filhos.

    “Aos poucos, fui ensinando meu marido e meus filhos Eduardo e Emily a fazer cachecóis no tear, colares de retalho e caixinha de ‘découpage’, para vender aos vizinhos e nas feiras. Cheguei a fazer uma feirinha também em casa, e assim fomos sobrevivendo. Além dos R$ 60,00 que recebia do Programa Renda Cidadã, passei a contar com cerca de R$ 400,00 por mês”, conta Rosilene.

    Com a autoestima em alta, Rosilene queria crescer mais. Orientada pela equipe do CRAS, fez o curso de Costura Industrial no Centro Municipal de Qualificação Profissional, mantido em parceria entre a prefeitura e o Senai, e, logo após a conclusão, foi chamada para trabalhar na confecção Dalila E.P.P., onde está há cerca de quatro meses, com o salário de R$ 583,00. Ao término do período de experiência, passará a ganhar o piso da categoria, que é de R$ 702,00.

    “Este emprego é uma grande oportunidade, que pretendo aproveitar ao máximo, se possível fazendo outros cursos de aperfeiçoamento. Quanto aos demais produtos que já vendia, como chocolate, continuo fazendo e vendendo para vizinhos e colegas de trabalho.”

    Já a proprietária da confecção, Dalila Zabaglia Gobbo, comenta que a funcionária foi uma boa contratação. “Rosilene é interessada e responsável, e merecia essa chance, que muitas alunas tiveram e não souberam aproveitar. A oferta do curso de costura industrial é muito importante para a mão de obra local e deve ser oferecido a pessoas jovens como ela, capazes de suprir a demanda da área”.

    Entusiasmado com as conquistas da família, José Antonio inscreveu-se junto ao CRAS para freqüentar o curso de Panificação, com início previsto para este mês no Consulado da Mulher, com o apoio da Secretaria Municipal de Ação Social. Enquanto isso, vai confeccionando e vendendo os produtos que aprendeu a fazer com a esposa, complementando a renda familiar.

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