Cerca de 30 pessoas, em sua maioria mulheres usuárias do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS Mãe Preta, participaram, na última quarta-feira (25), de palestra sobre violência doméstica. O objetivo da palestra foi levar orientações sobre os direitos das mulheres e conscientizá-las sobre esse assunto. O evento foi realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Ação Social e faz parte da programação da 20ª Semana da Mulher, organizada pela Câmara Municipal de Rio Claro e Instituto Brasileiro Para Educação e Negócios – Iben.
A palestra foi realizada pela advogada Kelly da Trindade Neves, membro da Ordem de Advogados do Brasil – OAB de Rio Claro, que esclareceu sobre os vários tipos de violência sofridos pelas mulheres e apresentou estatísticas nacionais: “A cada 15 segundos uma mulher é violentada no Brasil. Em algumas situações, muitas preferem se calar por não conseguirem sustentar suas casas sozinhas, e sofrem sozinhas. O momento é de construção e troca de idéias para combater este tipo de violência”, afirmou a palestrante.
Usuária do CRAS Mãe Preta, Augusta Aparecida dos Santos (59) explica que uma reunião assim é importante para que se conheçam os direitos da mulher: “Sou sozinha e vejo que dentro da própria família a mulher é muito descriminada. É necessário nos fortificarmos e passarmos para os nossos filhos esses ensinamentos, assim podemos incentivar o respeito dentro de casa e diminuirmos a violência”.
Já a usuária Sandy da Silva Lopes (16) declara-se contra a violência, tanto contra mulheres ou contra homens: “Existem homens que batem por qualquer coisa, mas não aceito. Acho importante as mulheres conhecerem seus próprios direitos para poderem tomar uma atitude”.
O coordenador do CRAS Mãe Preta, Ulisses Rocha da Silva declarou que nos atendimentos feitos no local a equipe encontra uma grande demanda de mulheres que sofrem violência doméstica: “Encaminhamos esses casos para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, mas nos preocupamos ainda mais com os casos que ainda não chegaram até nós, pois muitas mulheres têm medo de denunciar. Este debate é extremamente importante para ampliar o conhecimento das usuárias sobre o assunto e para que elas possam saber mais sobre seus direitos e procurar ajuda”, concluiu.