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16 de fevereiro de 2017 Saúde

Arrastão contra o Aedes prossegue nesta sexta-feira no Cemitério Municipal de Rio Claro

A grande operação para eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti no cemitério municipal de Rio Claro continua nesta sexta-feira (17).  No primeiro dia da ação, na quinta-feira, milhares de potenciais criadouros do mosquito já foram retirados, e dois caminhões de areia estão sendo utilizados para completar os vasos que estavam vazios e podiam acumular água parada.

As ações não se restringem à limpeza. A administração do cemitério adotou novo procedimento para quem lava as sepulturas. A partir de agora os tanques de água não ficarão mais cheios. A orientação é para que se encha baldes nas torneiras para fazer o serviço.

O “Arrastão contra a dengue” está sendo realizado em conjunto pela Fundação Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Administração.

De acordo com Maria Julia Guarnieri, chefe de combate a endemias da Vigilância Epidemiológica, são mais de 10 mil túmulos no cemitério e, em muitos deles, há vasos, pratos e plásticos que podem acumular água e, por isso, são potenciais criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. “Estamos orientando os funcionários do cemitério e as pessoas que lavam os túmulos, para que colaborem nas ações preventivas”, explica Maria Júlia.

Um dos problemas verificados durante o mutirão é a grande quantidade de objetos espalhados pelo cemitério, como copos, garrafas de vidro, embalagens e plásticos. Todo esse material está sendo recolhido e a prefeitura reforça a orientação para que não se faça o descarte incorreto desse material.

O setor de Informação, Educação e Comunicação do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) está reforçando aos visitantes do cemitério e lavadores de túmulos que a manutenção dos jazigos precisa ser feita observando-se com muita atenção não apenas os vasos, mas também os cantos que possam acumular água. Outro alerta do CCZ aos visitantes é sobre os sintomas das doenças que podem estar relacionadas ao Aedes aegypti.

Desde o início deste ano Rio Claro registrou um caso de dengue. Nenhum caso de chikungunya ou de zika vírus foi registrado até agora.

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