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24 de fevereiro de 2017 Saúde

Mais de 600 viajantes receberam orientação contra febre amarela

Agentes do Centro de Controle de Zoonoses de Rio Claro realizaram nesta sexta-feira (24) uma ação preventiva contra a febre amarela no terminal rodoviário. Os agentes distribuíram material informativo sobre a doença e orientaram passageiros que chegaram de viagem para passar o Carnaval no município. Essa foi a segunda ação realizada neste ano na rodoviária. “A receptividade das pessoas foi ótima. Muitas pessoas nos procuravam voluntariamente ao descerem dos ônibus, querendo informações. Foram distribuídos cerca de 600 folhetos informativos e já estamos planejando outras ações como esta”, afirmou Elaine Knothe, do CCZ.

Rio Claro não tem casos positivos da doença, por isso a ação preventiva é tão importante. A orientação dos órgãos de saúde é que a vacina seja tomada apenas por pessoas que pretendem viajar para áreas consideradas de risco. Do contrário, não há necessidade, já que a vacina pode ter efeitos colaterais graves. A Fundação de Saúde frisa que Rio Claro não é área com recomendação rotineira da vacina, pois nunca houve casos de febre amarela adquiridos na região.

Nos municípios considerados de risco para febre amarela (regiões onde nos últimos anos ocorreu um ou mais casos da doença) a vacina faz parte do calendário de rotina. Para pessoas que vão viajar para áreas de risco ou que pretendem realizar atividades em regiões de áreas silvestres, rurais ou de mata, a vacina deve ser aplicada pelo menos dez dias antes da data da viagem.  A Vigilância Epidemiológica e o Centro de Controle de Zoonoses estão atentos para possível ocorrência de casos de febre amarela em humanos e macacos no município e região.

A febre amarela é uma doença febril aguda causada por um vírus e transmitida pela picada de mosquitos. Existem dois tipos de ciclos da doença: a silvestre, onde os mosquitos de hábitos silvestres (gêneros Haemagogus e Sabethes, habitantes de mata ou zona rural) adquirem o vírus após picar macacos infectados (principalmente) e depois transmitem ao ser humano. No ciclo considerado “urbano”, o mosquito de hábitos urbanos (especialmente o Aedes aegypti) adquire o vírus ao picar uma pessoa e depois transmite para outra pessoa.

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