A pouco mais de um mês de comemorar 130 anos, o que acontecerá dia 15 de outubro, conforme lei originada de projeto apresentado pela vereadora Raquel Picelli, em 2012, o distrito de Ferraz, em Rio Claro, já vem recebendo as primeiras manifestações de apreço à data por parte de seus cidadãos.
Jacob Lahr, descendente de alemães que participaram do início da povoação do distrito, há um século, aproximadamente, é dos que já se alistaram na missão de preparar aquele bairro rural para o aniversário. Proprietário, junto com os filhos Fabiana e Carlos, do Orquidário Lahr, que soma 15 anos de existência no distrito, Jacob está doando orquídeas de diversas espécies que começam a decorar as árvores do distrito. Muitas delas já foram amarradas aos galhos, identificadas por fitas coloridas.
Segundo o produtor, as doações já foram feitas em outras oportunidades, como no ano passado. “Agora, estamos iniciando um novo ciclo de doações, com 60 plantas num primeiro momento”, explica. “Mas vamos continuar cedendo as plantas para embelezar o distrito”, acrescenta.
Em visita ao orquidário, na quarta-feira, 3, o prefeito Du Altimari, acompanhado pelo subprefeito local, Edivaldo José Varussa, e pela diretora das subprefeituras dos distritos rio-clarenses, Silvia Venturolli, cuja família tem raízes no distrito de Ferraz, visitou os viveiros e estufas, onde as orquídeas, das mais comuns às mais raras, podem ser observadas em todas as fases de desenvolvimento, do “berçário”, quando têm apenas dois ou três centímetros, até o estágio adulto, já floridas. “As plantas passam por um longo ciclo de vida, de cinco, seis anos, até a primeira floração, que se repetirá depois anualmente”, informou Jacob ao prefeito Du Altimari, que se interessou pelos detalhes que envolvem a produção.
Ainda pouco conhecido da população de Rio Claro, o Orquidário Lahr é uma boa opção de visita, que pode inspirar a aquisição de algumas orquídeas por preços bem acessíveis. “O mais difícil é escolher”, concorda Jacob numa referência à beleza peculiar a cada espécie. Dificuldade, aliás, enfrentada com persistência, há 15 anos, por Maria Goos Lahr, a matriarca da família, mãe de Jacob, que fez as primeiras experiências com a produção de orquídeas na propriedade familiar. Foi um processo de erros e acertos, que se alternaram, mas acabaram por consolidar o orquidário nos anos seguintes.
A visita ao orquidário, no entanto, não deve descartar uma caminhada pelas ruas tranqüilas do distrito, em aclives e declives que se sucedem avançando por uma paisagem de casas esparsas, com aves tomando os amplos quintais de árvores frutíferas, construções antigas, ar puro e verde abundante. “É um lugar acolhedor, repleto de histórias e tradições”, define Altimari.