Tapetes, vasos, objetos em bambu, cortinas de barangolê e também produtos alimentícios caseiros, como barrinhas de cereais, pães, cookies, granolas e doces são algumas sugestões de presentes com preços justos e de bom gosto, que se encontram à venda nos quiosques da Rua 1 (próximos ao terminal de ônibus da estação) e nas barracas montadas no Jardim Público (na avenida dois) pelos Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) de Rio Claro. Neste período natalino os artesãos atendem o público das 09 às 20 horas de segunda a sexta-feira, e das 09 às 15 horas aos sábados.
São 23 EES vinculados ao Programa de Economia Solidária comercializando produtos artesanais nos locais cedidos pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Ação Social, incentivando para que uma nova economia aconteça, de fato, em Rio Claro.
“Minha renda melhorou em 80% desde que eu comecei a participar do Programa de Economia Solidária”, conta Carmem, artesã de crochês (panos de prato, saídas de banho, biquíni, dentre outros). “Antes eu precisava sair vendendo pelas ruas, de porta em porta, era muito sofrido, tanto que acabei adoecendo. Hoje as pessoas podem ver todo o meu trabalho exposto, recebo muitos pedidos de encomenda, e assim posso ajudar dentro da minha casa”, completa.
Para a diretora de projetos sociais da Secretaria de Ação Social, Marta Ceccato, é importante o município incentivar esses pequenos empreendimentos, orientando-os no que se fizer necessário para que se fortifiquem e possam caminhar em direção à formalidade e ao sucesso. “Além de confeccionados artesanalmente, os produtos oferecidos são de boa qualidade e com preço justo, motivos pelos quais os EES estão produzindo em escala cada vez maior”, comenta.
Todos os empreendimentos participam regularmente do Fórum de Economia Solidária, realizado mensalmente pelo Programa de Economia Solidária, onde aprendem a gerir essa nova economia em ascensão. Aprendem, inclusive, a transformar o custo da matéria-prima e as horas de trabalho em valor de venda.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, o objetivo da Economia Solidária é buscar um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver, de modo a não explorar outrem, sem a intenção de querer levar vantagem indevida, e preservando o meio ambiente.
O MTE destaca que a Economia Solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social, compreendendo uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.
Mais informações sobre o Programa de Economia Solidária podem ser obtidas pelos telefones 3524-2984 e 3523-4124.