Em pouco mais de uma hora, os seis animais de grande porte colocados em leilão pela Prefeitura de Rio Claro foram arrematados por quatro das mais de 30 pessoas presentes ao evento realizado na manhã de sábado. Joaquim Macedo de Araújo não ficou até o final, pois tinha compromisso de trabalho, mas foi embora feliz com os três animais que comprou. “A eguinha preta, o Apalusa amarelinho e o Apalusa amarelão”, enumerou enquanto subia em sua motocicleta. Joaquim já comprou “uns 12 cavalos” nos leilões realizados pela Prefeitura. “Para rua eles não voltam mais e nunca coloquei nenhum deles na carroça”, disse entusiasmado. De acordo com Joaquim, os animais são levados para o sítio de um amigo, em Itatiba.
Anderson Rodrigo Cardoso também ficou satisfeito com a compra que fez. Tinha estimado pagar até R$ 1 mil pela única mula do lote, mas levou por R$ 650,00. “Já comprei vários animais aqui, tenho um sitinho arrendado e as crianças também gostam de cavalo”, explicou, observado pelos filhos Kelvi, 7, e Vitória, 6.
Os seis equinos colocados no leilão resultaram numa arrecadação de R$ 2.600,00, valor insuficiente para pagar os custos que a Prefeitura teve no período que manteve estes animais sob seus cuidados após apreendê-los em vias públicas. “Precisamos mudar isto e já estamos trabalhando para implantar uma nova política para o setor”, anunciou a prefeita em exercício, Olga Salomão, às pessoas que estavam no leilão de sábado. “O dono tem que ser responsável por seu animal e a Prefeitura está certa em pensar um jeito de fazer com que paguem a conta”, opinou Fábio Duckur Mamprin, proprietário rural que acompanhou o leilão.
De acordo com Zimaldo de Sousa Silva, da Vigilância Patrimonial – setor da Prefeitura que faz a apreensão de animais e que coordenou o leilão, os animais que são abandonados pelos donos nas vias públicas são sempre aqueles doentes ou velhos, o que faz com que os preços de venda no leilão sejam baixos. “Além disso, o tempo de permanência no Centro de Recolhimento de Animais de Grande Porte é de semanas, o que aumenta os gastos do município com o animal”, observa Olga que, na condição de secretária municipal de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sepladema), está comandando as ações para mudança nos serviços de apreensão de animais de grande porte.